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Como desenvolver cidades pensadas para as pessoas.

Projetar uma cidade sempre foi, em algum nível, um ato de escolha sobre quem ela serve. Durante boa parte do século XX, as respostas gravitaram em torno de carros, eficiência, fluxo. Vias expressas cortaram bairros ao meio, calçadas foram estreitadas para ampliar as pistas, e o pedestre foi cedendo espaço, literalmente e figurativamente, à lógica do automóvel. O custo disso começou a aparecer no modo como as pessoas se relacionam com os lugares onde vivem.

A correção de rota vem acontecendo aos poucos. O urbanista dinamarquês Jan Gehl sistematizou, ao longo de décadas de pesquisa, o que muitos já intuíam: ambientes densos, com usos mistos, fachadas ativas, calçadas convidativas e espaços públicos de qualidade produzem cidades mais saudáveis, mais criativas e mais coesas. Seu livro Cidades para Pessoas, lançado em 2010, tornou-se referência obrigatória no planejamento urbano contemporâneo e, na maioria das cidades, continua atual porque o problema descrito ainda persiste.

Segundo o Relatório Mundial das Cidades do ONU-Habitat, a população mundial vivendo em áreas urbanas em 2050 representará 68% do total. Serão 2,2 bilhões de pessoas a mais vivendo em cidades nas próximas décadas. E que tipo de cidade vai recebê-las? Pesquisas recentes indicam que o desenho do espaço influencia o comportamento. Uma rua caminhável produz movimento. Uma praça com bancos e sombra favorece a permanência. Um bairro que combina moradia, trabalho e lazer incentiva os encontros. 

É sobre essa compreensão que a Hurbana constrói seu trabalho. O conceito de placemaking, a prática de desenvolver espaços que promovem bem-estar e conectam pessoas, fortalecendo o senso de coletividade, está no centro de todos os projetos da marca. Ruas caminháveis, parques acessíveis e espaços públicos de qualidade que incentivam a interação social estão presentes em todos os projetos. Mais do que uma metodologia de design, é uma postura sobre o que uma cidade deve fazer pelas pessoas que a habitam.

Nos dez anos do Passeio Pedra Branca, por exemplo, foram realizados mais de 1.000 eventos. O número revela um espaço que acumula essa história. O que os eventos mostram é que o lugar foi apropriado, que as pessoas voltaram, que ele passou a fazer parte da rotina de quem vive ali. Para a Hurbana, formar um lugar vibrante significa criar condições para que as pessoas queiram ir, permanecer e, depois, voltar. 

Desenvolver cidades pensadas para as pessoas exige, antes de tudo, entender que o espaço urbano carrega uma intenção. Cada calçada larga ou estreita, cada banco posicionado à sombra ou ao sol, cada uso que convida ou afasta, tudo isso é decisão de projeto. A Hurbana tem construído, ao longo dos anos, a evidência prática de que essa intenção, quando bem orientada, transforma endereços em lugares e lugares em comunidade.

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